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EM QUE SENTIDO PODEMOS PRETENDER UMA “VIDA BOA”? REFLEXÕES A PARTIR DE MINIMA MORALIA

Douglas Garcia Alves Júnior

Autor
Douglas Garcia Alves Júnior
Revista
Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
Edição
19 / 32
Ano
2015
Páginas
369-392
Idioma
pt
2015Douglas Garcia Alves Júnior. EM QUE SENTIDO PODEMOS PRETENDER UMA “VIDA BOA”? REFLEXÕES A PARTIR DE MINIMA MORALIA. Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 19, n. 32, p. 369-392, 2015.2

Adorno possui um pensamento moral próprio, que já foichamado por alguns intérpretes de “filosofia moral negativa”, e queprefiro chamar de “Teoria Crítica da Moral”. Trata-se de umafilosofia moral normativa, que examina as condições de constituiçãoda autonomia e das relações intersubjetivas morais. Questõesrelacionadas à “vida boa” – no sentido de uma vida moralmentecorreta e bem-realizada, para os seres humanos – de modo algumsão consideradas ociosas por Adorno. A “vida boa”, em Adorno,abrange uma noção materialista e intersubjetiva de felicidade, deliberdade e de justiça. Seu fundamento nas faculdades estéticaspermite pensar em uma concepção integrativa de vida boa, em queatividades diretamente relacionadas com nossa dimensão sensívelsão centrais