Encontrando as metáforas certas: um diálogo entre Karl Popper e Michel Maffesoli em torno da pós-modernidade
Fabiano Incerti, Douglas Borges Candido
- Autor
- Fabiano Incerti, Douglas Borges Candido
- Revista
- Revista Ágora Filosófica
- Edição
- 22 / 3
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.25247/P1982-999X.2022.v22n3.p26-42
- Páginas
- 26-42
- Idioma
- pt
A busca pelas palavras mais adequadas para descrever a pós-modernidade é um desafio tão difícil quanto tentar compreendê-la. Por isso, por meio de metáforas, o filósofo e sociólogo Michel Maffesoli encontra maneiras de dizê-la menos judicativas, dirimindo ao máximo, possíveis projeções ou distorções sobre esse novo cenário. Nesse sentido, o presente artigo explora dois pontos do pensamento de Karl Popper que visam contribuir com a caracterização de traços gerais do cenário pós-moderno. O primeiro deles consiste no uso da metáfora ‘Das nuvens e relógios’. Ela será um recurso que examinaremos comparativamente para demonstrar alguns elementos que nos possibilitem levantar uma circunscrição possível sobre a pós-modernidade. Dessa perspectiva mais compreensiva do que projetiva, emerge nosso segundo ponto, a noção de demarcação científica que deve ser explorada a partir do pensamento popperiano. Ela deve nos auxiliar a construir uma crítica tanto ao determinismo que paira sobre as Ciências Sociais, quanto ao saber instituído que, por meio de uma atitude dogmática, impede leituras mais refinadas e atentas à realidade social.
