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Ensaio para uma Teoria da Crença segundo a Concepção Tripartite do Tempo

João Renato Amorim Feitosa

Autor
João Renato Amorim Feitosa
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
8 / 2
Ano
2020
DOI
10.26512/rfmc.v8i2.28986
Páginas
333-353
Idioma
pt
2020João Renato Amorim Feitosa. Ensaio para uma Teoria da Crença segundo a Concepção Tripartite do Tempo. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 8, n. 2, p. 333-353, 2020.2

O presente artigo tem como principal objetivo a tentativa de pensar a possibilidade de uma teoria da crença entendida como dividida em diferentes modalidades temporais: presente, passado e futuro. Tendo em vista os trabalhos desenvolvidos por Tarski e Popper acerca do problema da verdade e teorias pragmáticas da linguagem como a de Habermas e Austin, gostaríamos de testar os limites da concepção de verdade enquanto correspondência em relação a uma concepção tripartite do tempo, ou seja, nos perguntamos acerca da validade daquela concepção de acordo com a diferente modalidade temporal dos enunciados. Em um primeiro momento, analisamos os fatores para que um enunciado se torne objetivo, isto é, válido para além do âmbito subjetivo, de acordo com a concepção usual de tempo, para em seguida apresentar alguns exemplos de uso prático das modalidades temporais dos enunciados na fala cotidiana, e em algumas instituições públicas regidas por regras aceitas coletivamente. Por fim, nos perguntamos se as mudanças de paradigma em relação à nossa concepção de tempo seriam fatores chave no que diz respeito à determinação das regras de validação dos enunciados que o têm como referência, e as consequências práticas desse tipo de enunciado.