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ENTRE A ECONOMIA MORAL E A UTOPIA DO TRABALHO SOBERANO. PRESSUPOSTOS DA TEORIA POLÍTICA E, SALVO ENGANO, CRÍTICA DE AXEL HONNETH

Gustavo Cunha

Autor
Gustavo Cunha
Revista
Revista Dialectus
Edição
35 / 35
Ano
2025
DOI
10.30611/2024n35id94731
Páginas
55-75
Idioma
pt
2025Gustavo Cunha. ENTRE A ECONOMIA MORAL E A UTOPIA DO TRABALHO SOBERANO. PRESSUPOSTOS DA TEORIA POLÍTICA E, SALVO ENGANO, CRÍTICA DE AXEL HONNETH. Revista Dialectus, v. 35, n. 35, p. 55-75, 2025.3

No presente artigo procuro apresentar o que Axel Honneth chamou, em sue debate com Nancy Fraser, de “um nível mais baixo” da análise dos conflitos sociais. Essa dimensão, que Honneth procura apresentar como assentada sobre expectativas normativas de sujeitos envolvidos em lutas sociais e reivindicações por respeito individual e reconhecimento de suas reivindicações morais, será primeiro apresentada no âmbito da teoria do reconhecimento de Honneth e posteriormente remetida a trabalhos de dois autores que o influenciaram, Edward P. Thompson e Barrington Moore Jr. O artigo tenta expôr a conexão entre as expectativas normativas, a ideia de economia moral e a noção de um senso de injustiça. Na última parte, se referindo à teoria normativa de Honneth sobre o trabalho, o artigo defende, agora informado por seus pressupostos críticos, a ideia de que no “nível mais baixo” das expectativas normativas se encontra uma teoria crítica do capitalismo contemporâneo.