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Entre feitiços, porretes e êxtases: cinema e perseguições religiosas no Rio de Janeiro da Primeira República

Pedro Vinicius Asterito Lapera

Autor
Pedro Vinicius Asterito Lapera
Revista
Antíteses
Edição
18 / 35
Ano
2025
DOI
10.5433/1984-3356.2025v18n35p397-426
Páginas
397-426
Idioma
pt
2025Pedro Vinicius Asterito Lapera. Entre feitiços, porretes e êxtases: cinema e perseguições religiosas no Rio de Janeiro da Primeira República. Antíteses, v. 18, n. 35, p. 397-426, 2025.2

O artigo tem como objetivo articular a presença do filme Quo Vadis? (Cines, Itália) no circuito exibidor carioca ao momento sociopolítico da Primeira República, no qual a perseguição às religiões de matriz africana era bastante presente na cena pública. Nossa hipótese principal é a de que o consumo da obra atuou no embranquecimento dos sujeitos-alvos da perseguição religiosa e em um consequente apagamento tanto dessa perseguição quanto daqueles que eram alvos da polícia e de outros agentes. As fontes selecionadas são os anúncios veiculados pelos exibidores nos jornais, algumas crônicas encontradas sobre a presença do filme nas salas de cinemas e a própria obra cinematográfica. Escolhemos o paradigma indiciário, de Carlo Ginzburg, para analisar as fontes escritas.