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Entre formas harmônicas da natureza e os conflitos estéticos e sociais: uma resenha de O tempo da paisagem, de Jacques Rancière
Michelly Alves Teixeira
Artigo
Ver fonte original- Autor
- Michelly Alves Teixeira
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 13 / 3
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.26512/rfmc.v13i3.58841
- Páginas
- 179 - 196
- Idioma
- pt
2026Michelly Alves Teixeira. Entre formas harmônicas da natureza e os conflitos estéticos e sociais: uma resenha de O tempo da paisagem, de Jacques Rancière. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 13, n. 3, p. 179 - 196, 2026.2
Para Jacques Rancière, o objeto que temos em mãos, assim como os demais objetos constantemente analisados por ele no palco político ou na composição de cenas estéticas, também se constitui por meio de conflitos e emerge da busca pela igualdade na diversidade sensível. O sintoma desse processo é a busca irrefreável pela modificação de uma configuração existente do que é perceptível nos objetos do pensamento. E na busca pela modificação destas configurações existentes, a harmonia e a desarmonia das formas, como veremos, contribuem para o conflito em torno do que a tradição define como belo e como “arte”, mas não apenas isso, pois o tumulto gerado por esse objeto não escapa ao sentido de natureza.
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