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Entre Licurgo e Cícero: riquezas, corrupção e a tensão entre tradições republicanas no pensamento de Francesco Guicciardini

Igor Fontes

Autor
Igor Fontes
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
31 / 1
Ano
2026
DOI
10.5216/phi.v31i1.85759
Idioma
pt
2026Igor Fontes. Entre Licurgo e Cícero: riquezas, corrupção e a tensão entre tradições republicanas no pensamento de Francesco Guicciardini. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 31, n. 1, 2026.4

Este artigo tem por objetivo investigar a relação entre riquezas e corrupção no pensamento de Francesco Guicciardini. Mais precisamente, analisar uma possível contradição em suas obras, uma vez que no Discorso di Logrogno ele condena as riquezas e defende como solução a aplicação da “faca de Licurgo”, mas, posteriormente, no Dialogo del reggimento di Firenze, Guicciardini assume uma postura mais favorável ao acúmulo de riquezas e argumenta que em uma república os bens dos cidadãos devem permanecer intocados. Argumentar-se-á que essa mudança pode ser compreendida a partir do texto La Decima scalata, no qual o filósofo submeteria a imaginação em torno de Licurgo ao escrutínio da teoria romana de justiça e operaria uma revisão crítica de seu próprio republicanismo. Palavras-chave: Guicciardini; riquezas; corrupção; igualdade; república.