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ENTRE O LUTO E A LUTA, E AGORA, AONDE VAMOS? INTERAÇÃO DIALÓGICA PARA O ATO RESPONSÁVEL NA DIVERSIDADE RELIGIOSA

Helaine de Souza Maciel, Priscila Nunes Brazil, Vânia Sueli Guimarães Rocha

Autor
Helaine de Souza Maciel, Priscila Nunes Brazil, Vânia Sueli Guimarães Rocha
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
25 / 2
Ano
2025
DOI
10.21680/1984-3879.2025v25n2ID41916
Páginas
BHK18
Idioma
pt
2025Helaine de Souza Maciel, Priscila Nunes Brazil, Vânia Sueli Guimarães Rocha. ENTRE O LUTO E A LUTA, E AGORA, AONDE VAMOS? INTERAÇÃO DIALÓGICA PARA O ATO RESPONSÁVEL NA DIVERSIDADE RELIGIOSA. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, v. 25, n. 2, p. BHK18, 2025.3

Em meio a um cenário sociocultural marcado por tensões históricas entre diferentes crenças e práticas religiosas, o cinema emerge como espaço de resistência e diálogo intercultural. Este artigo analisa o filme E agora, aonde vamos? (Et maintenant, on va où?, 2011), dirigido por Nadine Labaki, investigando como a narrativa cinematográfica constrói um diálogo ético e estético entre a vida e a arte ao abordar a intolerância religiosa em uma aldeia libanesa. A pesquisa, de natureza qualitativa e interpretativa (Bortoni-Ricardo, 2008; Minayo, 2001; Silveira; Córdova, 2009), fundamenta-se na Teoria Dialógica da Linguagem (TDL), conforme o Círculo de Bakhtin, e mobiliza os conceitos de arte enquanto realidade imanentemente social (Volóchinov, 2019 [1926]) e de ato responsável (Bakhtin, 2017 [1920-1924]). Compreendido como gênero discursivo e produção ideológica, o cinema é aqui analisado em sua capacidade de articular sentidos sobre convivência, fé e alteridade. Assim, a narrativa de Labaki revela como as mulheres da comunidade, protagonistas do enredo, convertem o luto em luta por meio de ações criativas e solidárias que desestabilizam o ciclo de violência e reafirmam o poder da mediação e da escuta na diversidade religiosa. Os resultados indicam que o filme, ao integrar humor e tragédia, provoca uma reflexão sobre a responsabilidade ética do sujeito diante do outro, reafirmando o cinema como espaço dialógico de resistência e transformação social.