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ENTRE VIOLÊNCIA MÍTICA E VIOLÊNCIA DIVINA: A DEPOSIÇÃO DA INSTITUCIONALIDADE JURÍDICA EM WALTER BENJAMIN

Moisés João Rech, João Ignácio Pires Lucas

Autor
Moisés João Rech, João Ignácio Pires Lucas
Revista
Sapere Aude
Edição
9 / 17
Ano
2018
DOI
10.5752/P.2177-6342.2018v9n17p100-118
Páginas
100-118
Idioma
pt
2018Moisés João Rech, João Ignácio Pires Lucas. ENTRE VIOLÊNCIA MÍTICA E VIOLÊNCIA DIVINA: A DEPOSIÇÃO DA INSTITUCIONALIDADE JURÍDICA EM WALTER BENJAMIN. Sapere Aude, v. 9, n. 17, p. 100-118, 2018.2

O objetivo do artigo é restabelecer a crítica da institucionalidade jurídica a partir das categorias do ensaio de Walter Benjamin “Para uma crítica da violência”, de 1921; mais especificamente, restabelecer a crítica do direito por meio da tensão entre as categorias violência mítica – instauradora e conservadora do direito – e violência divina – depositora da institucionalidade jurídica. A hipótese subjacente acena para um rompimento com a continuidade histórica e jurídica, em contraposição a uma pretensa suprassunção das categorias benjaminianas. A análise qualitativa com revisão bibliográfica e técnica de análise de conteúdo, em especial das obras de Walter Benjamin são as linhas metodológicas utilizadas e, a título de conclusão, destaca-se o sentido emancipador da categoria violência divina, traduzida politicamente como greve revolucionária.