Espaço do cineclube da morte para o acolhimento da saúde mental da comunidade acadêmica
Janaina Luiza dos Santos, Ana Carolina Ferreira Castanho, Alexandre Diniz Breder, Lilian Cláudia Ulian Junqueira, Benita Caetano Lima de Souza, Yasmin de Miranda Sant’ Ana Valle, Ana Claudia Moreira Monteiro, Irene Bulcão
- Autor
- Janaina Luiza dos Santos, Ana Carolina Ferreira Castanho, Alexandre Diniz Breder, Lilian Cláudia Ulian Junqueira, Benita Caetano Lima de Souza, Yasmin de Miranda Sant’ Ana Valle, Ana Claudia Moreira Monteiro, Irene Bulcão
- Revista
- Prometeica - Revista de Filosofía y Ciencias
- Edição
- 30 / 1
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.34024/prometeica.2024.30.18865
- Páginas
- 300-312
- Idioma
- pt
O filme é uma expressão artística que possibilita estudantes a entrar em contato com temas sensíveis, como a morte, o luto e cuidados paliativos. Este Projeto de Extensão objetiva descrever a experiência da comunidade acadêmica de uma Universidade Federal do Rio de Janeiro com o Cineclube da Morte. Tem como proposta metodológica produzir processos de aprendizagem com a finalidade de disseminar e elucidar temáticas relacionadas à finitude humana e todo assunto que permeia a morte para os acadêmicos, ajudando-os no constructo desse conhecimento, acolhendo-os na saúde mental e amparando-os das dores advindas de temas difíceis sobre morte, perdas, que perpassam a vida cotidiana. O Projeto realiza encontros mensais promovendo a exibição de filmes e a reflexão destes, além de espaço para as vivências pessoais, onde o público é dividido em pequenos grupos para discussão, histórias pessoais são compartilhadas, conceitos são introduzidos, e as professoras de enfermagem e psicologia amparam e encaminham os casos de maior complexidade, todo esse processo dura em média 3h30. Ao final dos encontros é disponibilizado por e-mail, um Google Forms com as questões: Qual ponto da discussão te chamou a atenção? O que você aprendeu com esse encontro? Por meio dessas respostas um banco de dados está sendo construído, para que haja um aperfeiçoamento. A cada reunião novas experiências são vivenciadas, novas histórias compartilhadas, e temas tabus como a “morte” passam a ser discutidos e desmistificados, possibilitando novas formas de manejo e cuidado humanizado frente aos pacientes em cuidados paliativos e os diversos lutos vivenciados.
