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Esperança e objetividade: uma critica da ciência

Rubem A. Alves

Autor
Rubem A. Alves
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
1
Ano
1974
DOI
10.1590/S0101-31731974000100006
Páginas
79-90
Idioma
pt
1974Rubem A. Alves. Esperança e objetividade: uma critica da ciência. Trans/Form/Ação, v. 1, p. 79-90, 1974.3

As ciências que se instauraram no mundo Ocidental têm tendido a classificar a religião como uma forma de falsa consciência e como uma força conservadora. "A religião é a consciência-de-si e o como-sentir-se do homem que ou ainda não se encontrou ou que voltou a perder-se" nos diz Marx. Ela é a flor com que o homem cobre a corrente que o aprisiona de forma que, não mais vendo a corrente, êle se imagina num jardim. E jardins não devem ser destruidos. Jardins devem ser cultivados, preservados, defendidos. Em decorrência disto, a religião teria uma função permanentemente conservadora: os homens "devem reconhecer e aceitar como uma concessão dos céus o próprio fato de serem eles dominados, controlados, possuídos".

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