ESTADO DE NATUREZA, CONTRATO SOCIAL E ELOQUÊNCIA NA FILOSOFIA POLÍTICA DE THOMAS HOBBES
Lélio Braga, Maria Gilvania da Silva Alvez, Aline Nascimento Braga, Shirsley Joany dos Santos da Silva, Carlos Alberto Brito da Silva Júnior, Alessandra Nascimento Braga
- Autor
- Lélio Braga, Maria Gilvania da Silva Alvez, Aline Nascimento Braga, Shirsley Joany dos Santos da Silva, Carlos Alberto Brito da Silva Júnior, Alessandra Nascimento Braga
- Revista
- Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
- Edição
- 23 / 3
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.21680/1984-3879.2023v23n3ID33580
- Páginas
- FI02
- Idioma
- pt
Este estudo de cunho bibliográfico e teórico, objetiva primordial analisar a relação das ideias arquitetadas e denominadas por Thomas Hobbes como estado de natureza, contrato Social e eloquência, desta última, analisando a sua habilidade retórica. A primeira ideia denota um estado anterior à constituição da sociedade civil. Seria uma hipótese em que haveria guerra e competição entre os sujeitos, justificada pela ausência de um ser que personifique o poder soberano. Nesse contexto, cada pessoa busca seus interesses pessoais, resultando em uma vida insegura e instável. Para escapar desse estado caótico, Hobbes propõe um contrato, no qual os indivíduos concordam em desistir da liberdade e autorregulação em prol da proteção de um soberano absoluto que os governe. Na sustentação do referido acordo social, está o talento da habilidade retórica da eloquência, que entraria como auxiliar da razão, moldando as paixões dos súditos em prol da obediência civil. Na conclusão, é percebido que o contrato hobbesiano constitui a autoridade do soberano, mas não é o suficiente no que tange impedir o retorno ao estado beligerante sem o uso da habilidade retórica da eloquência na mente da população como reforço a obediência civil.
