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Estresse ocupacional e bem-estar: Um recorte da cidade de Franca (SP) em comparação com o Brasil

Paulo Eduardo Benzoni, Andréa Richinho Silveira Cruz

Autor
Paulo Eduardo Benzoni, Andréa Richinho Silveira Cruz
Revista
Prometeica - Revista de Filosofía y Ciencias
Edição
29 / 1
Ano
2024
DOI
10.34024/prometeica.2024.29.16250
Páginas
262-272
Idioma
pt
2024Paulo Eduardo Benzoni, Andréa Richinho Silveira Cruz. Estresse ocupacional e bem-estar: Um recorte da cidade de Franca (SP) em comparação com o Brasil. Prometeica - Revista de Filosofía y Ciencias, v. 29, n. 1, p. 262-272, 2024.2

O estresse percebido afeta diretamente a sensação de bem-estar e sabe-se que o trabalho é uma das principais fontes de estresse. Neste artigo, objetivou-se analisar a percepção de estresse e bem-estar entre trabalhadores da cidade de Franca (SP) em comparação com o restante do Brasil. Participaram 291 trabalhadores, sendo 110 de Franca (Grupo Franca – GF) e 181 do restante do Brasil (Grupo Brasil – GB). Do total amostral, a maioria foi de mulheres (67,4%) em idade economicamente ativa (75,6%), sem filhos (52,92%), com ensino superior ou pós-graduação (74%), trabalhando em comércio e serviços (61,5%) e em regime celetista (55%). Os participantes responderam, on-line, a dois instrumentos para avaliar a percepção de estresse e bem-estar. Utilizou-se o teste t e correlação de Pearson para análises das variáveis estudadas. Observou-se que o bem-estar indica significativa (p ≤ 0,001) correlação negativa com a percepção de estresse na amostra como um todo (GF r = -0,40 e GB r = -0,50) e, apesar de não terem sido identificadas diferenças significativas entre os grupos, a cidade de Franca não apresentou correlação significativa com os fatores estressores relativos à carga e ao ambiente de trabalho. Todos os demais fatores estressores (financeiro, social, cognições, família, saúde e relaxamento) apresentaram correlações maiores no GB do que no GF. Os dados sugerem que, apesar de o estresse afetar diretamente a sensação de bem-estar, a vivência fora dos grandes centros urbanos, em cidades menores, parece proporcionar uma relação mais adequada com o trabalho.