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Estrutura, universo de discurso e função de interpretação: teoria da verdade como correspondência no Tractatus Logico-Philosophicus

JOSE MARIA SILVA FILHO

Autor
JOSE MARIA SILVA FILHO
Revista
Revista Ágora Filosófica
Edição
26 / 2
Ano
2026
DOI
10.25247/P1982-999X.2026.v26n2.p05-19
Páginas
06-20
Idioma
pt
2026JOSE MARIA SILVA FILHO. Estrutura, universo de discurso e função de interpretação: teoria da verdade como correspondência no Tractatus Logico-Philosophicus. Revista Ágora Filosófica, v. 26, n. 2, p. 06-20, 2026.3

Este artigo tem o objetivo de examinar a relação entre os conceitos de estrutura, universo de discurso e função de interpretação, no âmbito da lógica formal, e sua articulação com a teoria da verdade como correspondência, tal como apresentada por Wittgenstein no Tractatus Logico-Philosophicus. Busca-se mostrar como tais conceitos delimitam o alcance e a aplicabilidade das proposições, definindo seus limites semânticos e sua correspondência com a realidade. AdO referencial teórico baseia-se na tradição filosófica que inclui Russell e Wittgenstein, além de especialistas em Lógica como Haack, Mortari e comentadores de Wittgenstein, analisado especialmente no contexto do atomismo lógico e da teoria pictórica da proposição, segundo a qual a linguagem é uma figuração do mundo, compartilhando com ele uma forma lógica que possibilita a verificação da verdade ou falsidade da proposição, fundamental para qualquer teoria de verdade. Adota-se metodologicamente uma análise conceitual e interpretativa, confrontando passagens do Tractatus com noções centrais da lógica formal. O estudo também aborda comparativamente a posição de Wittgenstein em sua primeira fase quanto à teoria investigada, com outros filósofos, incluindo por exemplo Austin e o próprio Wittgenstein em sua segunda fase. As conclusões indicam que, para Wittgenstein, a verdade de uma proposição depende de sua correspondência estrutural com um estado de coisas no mundo, definindo os limites do que pode ser dito com sentido. A linguagem espelha a realidade apenas dentro desses limites. Essa perspectiva enfatiza a importância de uma relação lógica rigorosa entre linguagem e realidade e mantém relevância para a filosofia contemporânea, ao ressaltar tanto o poder quanto os limites da representação linguística.