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Teses

Ética e compreensão do outro. Uma interpretação da ética de W. Dilthey

RICARDO BINS DI NAPOLI

Tese
Autor
RICARDO BINS DI NAPOLI
Orientador(a)
Ernildo Jacob Stein
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
1999
1999RICARDO BINS DI NAPOLI. Ética e compreensão do outro. Uma interpretação da ética de W. Dilthey. 1999. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Ernildo Jacob Stein.2

A tese trata da análise da ética de Dilthey e propõe uma extrapolação desta teoria para abordagem do conflito interétnico nas sociedades contemporâneas baseada no diálogo. Esta tese aborda, em primeiro lugar, o conceito de filosofia da vida de Dilthey e sua relação com as chamadas Ciências do Espírito, defendendo que a vida é o termo fundamental da filosofia de Dilthey. Em segundo lugar, ela analisa a fundamentação teórica da Ética passando por temas como a consciência, a experiência, a estrutura da vida, seu desenvolvimento e sua compreensão. Investiga a compreensão através de seus conceitos hermenêuticos básicos: significado, interpretação e círculo da compreensão. Assume-se nesta tese o fato de que a fundamentação da Ética é psicológica e hermenêutica, e não transcendental. Em terceiro lugar, são apresentadas as principais idéias da ética de W. Dilthey, que tenta uma síntese entre as éticas antigas e modernas dos séculos XVIII e XIX, na qual ele se confronta com Kant e Schleiermacher. Mostra-se que enquanto a investigação da consciência moral, da vontade e da pessoa visa a construir uma ética individual, a investigação da relação da eticidade e cultura, da transformação do indivíduo em um ser social, visa à definição de uma esfera social da ética. O reconhecimento, a benevolência, a integridade e o ideal da perfeição são apontados como os princípios gerais da ética de Dilthey. Em conclusão, utilizando-se elementos tanto da filosofia hermenêutica de Dilthey como concepções de diálogo de H.-G. Gadamer e de Paulo Freire, é defendida uma ética para o encontro cultural, que difere tanto da ética de J. Habermas como da de S. P. Rouanet.