Farias Brito e a defesa do ensino de filosofia no Brasil: uma crítica à reforma positivista do ensino
Francisco José da Silva
- Autor
- Francisco José da Silva
- Revista
- Argumentos - Revista de Filosofia
- Edição
- 18 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.36517/arf.v18i1.96873
- Páginas
- 168-178
- Idioma
- pt
Raimundo Farias Brito (1962-1917) teve como destino elevar a especulação filosófica no Brasil a um nível ainda não galgado: foi o primeiro filósofo brasileiro a travar diálogo com os modernos sistemas filosóficos europeus e ousar uma interpretação própria da realidade contra as opiniões já reconhecidas. O filósofo cearense dedicou sua vida ao ensino, em especial da Filosofia, tendo sido professor particular de diversas instituições de ensino secundário e superior. Em sua abordagem filosófica foi um crítico do Positivismo da primeira República, cujos defensores apesar de inspirados nas ideias do filósofo Augusto Comte (séc. XIX), agem contra o ensino de Filosofia, como foi o caso da Reforma Benjamin Constant (1890), que excluiu a disciplina do currículo ginasial, um descaso contra o pensamento filosófico e humanístico em favor do tecnicismo e do pragmatismo. Esse artigo parte de uma análise bibliográfica do contexto histórico e pretende destacar os fundamentos da Reforma positivista de Benjamin Constant e sua relação com outras reformas, enfatizando a posição tomada por Farias Brito, e servindo como contribuição para a reflexão sobre o lugar da Filosofia no currículo da Educação básica e seus desafios atuais com a retomada dos ideais do conservadorismo de extrema direita.
