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Filosofia como estratégia: decolonialidade e filosofia africana

Felipe Luiz

Autor
Felipe Luiz
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
43 / 2
Ano
2024
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v43i2p110-120
Páginas
110-120
Idioma
pt-BR
2024Felipe Luiz. Filosofia como estratégia: decolonialidade e filosofia africana. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 43, n. 2, p. 110-120, 2024.3

O presente artigo pretende demonstrar algumas diferenças e similitudes entre a filosofia africana, na pessoa do filósofo africano Achille Mbembe, e a teoria decolonial, de estirpe latino-americana, cujo um dos maiores expoentes é o professor argentino Enrique Düssel, em relação a alguns de seus autores. Para tanto, analisamos as origens e constituição do pensamento decolonial, epitomizando sua produção, analisando e delineando o núcleo dessa escola de pensamento própria da América Latina. Após esse movimento, indicamos o conceito de devenir nègre du monde (devir-negro do mundo) no trabalho de Mbembe, explicitando algumas similitudes entre as duas escolas. Por fim, interpretamos ambos os trabalhos como estratégias históricas, conceito da lavra de Foucault retrabalhado por nós, em um mundo conflituoso.