Filosofia da filosofia: podem as teses filosóficas ser ‘crenças verdadeiras justificadas’?
Alberto Oliva
- Autor
- Alberto Oliva
- Revista
- Veritas (Porto Alegre)
- Edição
- 59 / 1
- Ano
- 2014
- DOI
- 10.15448/1984-6746.2014.1.13539
- Páginas
- 106-142
- Idioma
- pt
Partindo das exigências epistêmicas estatuídas pela concepção-padrão de conhecimento, de acordo com a qual conhecimento é ‘crença verdadeira justificada’, o artigo visa a identificar as razões pelas quais as teorias filosóficas substantivas têm fracassado em satisfazê-las.Aceita essa visão de conhecimento, a filosofia vê-se impedida de atribuir estatuto cognitivo às suas teorias. O artigo também pretende mostrarque a filosofia tem a credibilidade cognitiva colocada em xeque quando constrói abstrusos exercícios retóricos que especiosamente buscamlegitimar-se como conhecimento. Além de forjar teorias carentes de cognitividade, a filosofia também cria teorias compostas de proposiçõesclaramente desprovidas de significatividade. Ao elaborar teorias carentes de potencial cognitivo e teorias cujas proposições carecem de sentido, a filosofia fica sujeita a ter a cognitividade questionada. No entanto, a avaliação final da filosofia não pode confinar-se à dimensão da cognitividade, já que suas teorias possuem o poder de oferecer formas de ver a realidade mesmo quando fracassam em explicar objetos.
