- Autor
- Jeremy Barris
- Revista
- Geltung, revista de estudos das origens da filosofia contemporânea
- Edição
- 2 / 2
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.23925/2764-0892.2024.v2.n2.e66317
- Páginas
- e66317
- Idioma
- en
A distinção entre filosofia analítica e continental não é uma distinção filosófica. É uma distinção sociológica, que incorpora dimensões políticas e psicológicas. Vou argumentar que essa distinção é um sintoma, mais relevante, da profissionalização, e que a profissionalização exclui a filosofia. Como resultado, a única consequência filosoficamente significativa que a distinção analítica/continental tem é nos alertar, por contraste conceitual, sobre com o que deveríamos nos preocupar em vez disso. Esse foco alternativo são os contextos e características a-profissionais da filosofia real. A distinção analítica/continental nos aponta útilmente para esses como sendo aquilo para o qual a estrutura específica e os efeitos disciplinares dessa distinção são totalmente irrelevantes.
