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Filósofo e operário: o soneto "Spinoza" de Machado de Assis

Fernando Bonadia de Oliveira

Autor
Fernando Bonadia de Oliveira
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
41 / 4
Ano
2018
DOI
10.1590/0101-3173.2018.v41n4.03.p31
Páginas
31-52
Idioma
pt
2018Fernando Bonadia de Oliveira. Filósofo e operário: o soneto "Spinoza" de Machado de Assis. Trans/Form/Ação, v. 41, n. 4, p. 31-52, 2018.3

Machado de Assis (1839-1908), um dos mais famosos escritores brasileiros, oferece um retrato de Bento de Espinosa em um soneto de 1880. Em seus versos, o poeta combina do início ao fim a imagem do pensador como operário (polidor de lentes) e como filósofo (criador de uma filosofia). Apesar de certa imprecisão nos traços estampados nesse retrato, o artigo pretende mostrar que o soneto pode, tanto quanto o poema “Spinoza” de Jorge Luis Borges, operar como um primeiro convite ao estudo do espinosismo. Embora não haja qualquer intenção de realizar uma exegese propriamente literária do poema, busca-se desvendar as singularidades da imagem machadiana de Espinosa, confrontando-a aos escritos do filósofo e aos dados disponíveis a respeito de sua vida.