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Fotografia colonial à serviço da ordem racial: o caso alemão da África de Sudoeste (1884-1939)

Naiara Krachenski

Autor
Naiara Krachenski
Revista
Antíteses
Edição
17 / 33
Ano
2024
DOI
10.5433/1984-3356.2024v17n33p316-349
Páginas
316-349
Idioma
pt
2024Naiara Krachenski. Fotografia colonial à serviço da ordem racial: o caso alemão da África de Sudoeste (1884-1939). Antíteses, v. 17, n. 33, p. 316-349, 2024.3

A fotografia em contexto colonial se mostra hoje como uma fonte importante e complexa para a historiografia dos impérios contemporâneos. Mesmo o breve imperialismo alemão utilizou-se largamente do aparato fotográfico para registrar as mais diversas cenas e gentes coloniais, assim como a partir de tal material fizeram-se inúmeros usos em diferentes suportes materiais. A partir do arquivo fotográfico da Sociedade Colonial Alemã, pretende-se aqui desenvolver uma análise sobre fotografias coloniais, buscando inseri-las no amplo contexto do desenvolvimento da política imperialista e do racialismo enquanto um discurso pretensamente científico. Para tanto, partiremos de um mesmo espaço geográfico em dois momentos distintos: em primeiro lugar, discutiremos acerca do papel da visualidade sobre o Outro como um elemento partícipe do empreendimento colonial; num segundo momento, pensaremos sobre a permanência da ideologia racialista no antigo território colonial alemão da África de Sudoeste, a partir de registros fotográficos e atividades dos colonos alemães vinculados ao Partido Nazista neste espaço africano.