- Autor
- Héctor Luis Saint Pierre
- Orientador(a)
- João Carlos Kfouri Quartim de Moraes
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 1996
Tentamos analisar a guerra revolucionária como a mais aguda e explícita expressão da violência dentro da história da luta de classes. Delimitamos nosso objetivo pelo cruzamento da teoria da guerra - especialmente clasewitziana - e a teoria da luta de classes, especificamente marxista, à luz da estratégia teórica. Procuramos superar as considerações puramente técnico militares para refletir sobre os fundamentos últimos do conflito, a responsabilidade política da concepção estratégica e o controle ético dos meios e preedimetos da tática. Refletimos sobre a violência inerente a todo conflito e a guerra revolucionária e as considerações morais que seu uso implica. Outro elementos que entram como variáveis estratégicas na consideração da guerra revolucionária, como insurreição, guerrilha, terrorismo, etc., são analisados tanto do ponto de vista histórico quanto conceitual. No rastreamento histórico procuramos enquadrar tanto as teorias quanto as experiências concretas de guerra revolucionária em função de três focos de análise: o cenário, os meios e o sujeito. A a partir desse mapeamento achamos que: 1º) as mudanças históricas nos meios de produção produzem novos cenários aos que se devem adaptar as estratégias revolucionárias; 2º) conseqüentemente, também se processam progressos científicos-tecnológicos, desenvolvendo novas técnicas e meios utilizados na guerra, o que determina a adequação de tácticas específicas para a guerra revolucionária; 3º) todo desenvolvimento tecnológico introduz alterações nas relações sociais de produção, exigindo uma especialização crescente por parte do trabalhador, o que gera novos sujeitos da revolução, conferindo uma caraterização psicológica e de egajamento social diferente.
