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HANNAH ARENDT E A DESOBEDIÊNCIA CIVIL

Vital Francisco Celestino Alves

Autor
Vital Francisco Celestino Alves
Revista
Revista Dialectus
Edição
23
Ano
2021
DOI
10.30611/2021n23id71866
Páginas
395-414
Idioma
pt
2021Vital Francisco Celestino Alves. HANNAH ARENDT E A DESOBEDIÊNCIA CIVIL. Revista Dialectus, n. 23, p. 395-414, 2021.2

Frequentemente, Hannah Arendt trata com destreza e profundidade o “fato político” em suas reflexões. Publicada em 1972, a sua obra Crises da República, oferece quatro interessantes ensaios sobre questões políticas intrinsecamente ligadas à conjuntura política contemporânea e se compromete em instaurar análises de temas de forte apelo à atualidade. Entre eles, um, especificamente, busca analisar e discutir o problema da “desobediência civil”. Considerando esse problema, o presente artigo tem como objetivo principal analisar e discutir o problema da “desobediência civil” na teoria política de Hannah Arendt tendo como arrimo teórico a obra Crises da República. Sendo assim, esse estudo se concentrará basicamente em três momentos: no primeiro, será examinado se as figuras de Sócrates e H.D. Thoreau podem ser consideradas expoentes da “desobediência civil”; no segundo, perscrutaremos as distinções entre dois tipos de desobediência: a civil e a criminosa, e, no terceiro, investigaremos as possíveis relações entre a “desobediência civil” e a noção de “consentimento”. Assim, almejamos promover uma investigação acerca do fenômeno da desobediência civil e provavelmente estabelecer uma pertinente reflexão.