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Hannah Arendt e o herói homérico

Maria Fátima Simões Francisco

Autor
Maria Fátima Simões Francisco
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
2 / 11
Ano
2007
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v2i11p97-118
Páginas
97-118
Idioma
pt
2007Maria Fátima Simões Francisco. Hannah Arendt e o herói homérico. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 2, n. 11, p. 97-118, 2007.2

A filosofia política de Hannah Arendt tem como pressuposto básico a tese de que a história da filosofia política ou "tradição de filosofia política", como a denomina, se erigiu durante toda a sua duração contra seu objeto, a vida política, não reconhecendo a autenticidade da vida política grega clássica, que se situava precisamente na origem dessa "tradição". A democracia ateniense será então seu grande paradigma político. Nesse texto, preocupados com as fontes gregas usadas por Hannah Arendt para compor sua visão da cidade grega clássica, chegamos a Homero, a vida heróica e as relações no campo de batalha troiano. Para nossa autora a Atenas clássica nada mais pretendeu que resgatar as relações, autenticamente políticas, do campo de batalha troiano.