- Autor
- Stephen Davies, Charliston Pablo do Nascimento
- Revista
- Artefilosofia
- Edição
- 20 / 40
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.69640/raf.v20i40.8386
- Páginas
- 17-17
- Idioma
- pt
Neste artigo, sugiro que a música e a dança, em sentido propriamente artístico, podem anteceder o surgimento de nossa espécie em várias centenas de milhares de anos. Nossa progenitora, H. heidelbergensis, possuía os recursos fisiológicos e as capacidades sociais necessárias. E herdou modos mais antigos de movimento e vocalização que poderiam ter lançado as bases para a dança e a música. É verdade que essas atividades artísticas, para ela, teriam sido mais sobre compartilhar e expressar emoções do que sobre simbolizar ideias abstratas ou transmitir pensamentos complexos. Mas o canto e a dança são especialmente aptos à partilha e à expressão de emoções. Consequentemente, a suposição comum feita por muitos paleoarqueólogos em discussões sobre as origens da arte e da modernidade psicológica – segundo a qual a arte seria um atributo distintivamente sapiens, pressupondo um tipo de mentalidade complexa que talvez seja exclusivo de nossa espécie – é equivocada. Além disso, há também algumas lições filosóficas relativas à natureza da arte que podem ser extraídas dos fatos de sua antiga origem. Palavras-chave: Evolução; Homo heidelbergensis; Beleza; Música; Dança.
