IMPLICAÇÕES ÉTICAS EPOLÍTICAS DA RAZÃOSUBJETIVA, CONFORME OECLIPSE DA RAZÃO DE MAXHORKHEIMER
ADRIANO COSTA CARDOSO
- Autor
- ADRIANO COSTA CARDOSO
- Revista
- Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
- Ano
- 2015
- Idioma
- pt-BR
Resumo: A presente comunicação objetiva expor a crítica de Max Horkheimer (1895-1973), em sua obra Eclipse da Razão, publicada em 1947, ao que ele denominou razão subjetiva ou modelo subjetivo de razão, em virtude das problemáticas implicações éticas e políticas que a hegemonia de tal modelo de racionalidade impõe ao pensamento filosófico. A razão subjetiva seria a compreensão, cada vez mais predominante no pensamento ocidental, de que a razão se resume a uma faculdade do sujeito, a qual não pretende mais decidir sobre os fins últimos da existência humana. A razão, antes vista como ordenadora do mundo dos homens e da natureza, não mais diz respeito às coisas, mas apenas a procedimentos, e nada mais é visto como intrinsecamente racional, a não ser que se torne parte de um procedimento, como um meio necessário à consecução de algum fim. Com efeito, tal modelo de racionalidade se relaciona unicamente com o ajustamento de determinados meios a determinados fins, sem decidir sobre a legitimidade destes últimos. Para Horkheimer, a razão subjetiva, ao abdicar de seu escopo original de determinar os fins últimos da existência humana, abandona o destino humano aos interesses em conflito na realidade, perdendo assim sua dimensão emancipatória e não oferecendo quaisquer garantias contra a barbárie.
