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Inteligência Artificial Generativa e o mundo da arte: novos modos de presença ou meros sistemas algorítmicos?

Anna Luiza Coli, Thobila Gabriela de Lima Costa Sousa

Autor
Anna Luiza Coli, Thobila Gabriela de Lima Costa Sousa
Revista
Artefilosofia
Edição
19 / 38
Ano
2025
DOI
10.69640/raf.v19i38.7849
Páginas
25
Idioma
pt
2025Anna Luiza Coli, Thobila Gabriela de Lima Costa Sousa. Inteligência Artificial Generativa e o mundo da arte: novos modos de presença ou meros sistemas algorítmicos?. Artefilosofia, v. 19, n. 38, p. 25, 2025.2

O uso da inteligência artificial generativa (IA) na criação de objetos estéticos não apenas altera, mas transforma radicalmente os fundamentos do processo criativo, desafiando concepções consolidadas sobre arte e autoria. A emergência dessa tecnologia levanta uma série de questões cruciais que atravessam o campo da estética e da filosofia da arte: os produtos gerados por IA podem ser reconhecidos como obras de arte em sentido pleno, ou seriam meras simulações algorítmicas da criatividade humana? Em que medida a agência humana ainda desempenha um papel essencial na definição do estatuto artístico desses objetos, e qual a extensão da autonomia da máquina nesse processo? Essas interrogações tensionam a relação entre autoria e criatividade, reconfigurando os conceitos de originalidade e intencionalidade artística e nos obrigando a reconsiderar os limites entre produção estética e programação computacional. Para abordar essa complexidade, recorremos à análise dos modos de presença, propostos por Rodrigo Duarte, com ênfase nos modos de apresentação e representação, bem como na transição entre eles. A partir dessa estrutura teórica, investigamos como os produtos da IA transitam entre diferentes formas de mediação e imediaticidade na experiência estética, evidenciando a interação entre agência humana e agência algorítmica no processo de criação artística. Dessa forma, a inteligência artificial generativa desafia paradigmas históricos e nos impele a revisar criticamente as noções tradicionais que sustentam o entendimento do que é arte, exigindo uma nova abordagem que contemple as dinâmicas de mediação estética contemporâneas.