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Intencionalidade corporificada: uma aproximação entre a filosofia sartriana e a teoria enativista sensório-motora

Vinícius Francisco Apolinário, Thana Mara de Souza

Autor
Vinícius Francisco Apolinário, Thana Mara de Souza
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
24 / 2
Ano
2024
DOI
10.31977/grirfi.v24i2.4804
Páginas
168-181
Idioma
pt
2024Vinícius Francisco Apolinário, Thana Mara de Souza. Intencionalidade corporificada: uma aproximação entre a filosofia sartriana e a teoria enativista sensório-motora. Griot : Revista de Filosofia, v. 24, n. 2, p. 168-181, 2024.2

O corpo, na filosofia sartriana, é elemento central de explicação sobre a natureza da intencionalidade, isto é, a natureza sobre como a consciência apreende a realidade. Sua fenomenologia corpórea visa refutar os seguidores da tradição cartesiana da mente. Paralelamente, na filosofia contemporânea da mente e da cognição, adeptos da tradição enativista buscam elucidar a centralidade do corpo na constituição da cognição. Da mesma forma, seus oponentes são os adeptos do cognitivismo representacionista, que enxergam o locus da cognição no cérebro como um dispositivo de processamento informacional de conteúdos simbólicos (representacionais). Nesse artigo, pretendemos desenvolver uma relação de proximidade entre a concepção de intencionalidade sartriana e aquela defendida pelo enativismo sensório-motor. Ambas defendem a centralidade do corpo nos processos ditos “cognitivos” ou “mentais”; ambas defendem uma espécie de externismo do conteúdo mental; e ambas criticam o paradigma internista e representacionista focado em processos internos, ou apenas localizada no cérebro. Tais semelhanças nos permite traçar uma relação de continuidade entre a fenomenologia sartriana e as tradições corporificada da mente.