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Intercursos entre a psicologia genética e a ética do discurso de Jürgen Habermas

Francisco Romulo Alves Diniz, Carlos Henrique de Aragão Cavalcante

Autor
Francisco Romulo Alves Diniz, Carlos Henrique de Aragão Cavalcante
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
19 / 3
Ano
2019
DOI
10.31977/grirfi.v19i3.1222
Páginas
166-176
Idioma
pt
2019Francisco Romulo Alves Diniz, Carlos Henrique de Aragão Cavalcante. Intercursos entre a psicologia genética e a ética do discurso de Jürgen Habermas. Griot : Revista de Filosofia, v. 19, n. 3, p. 166-176, 2019.2

Neste artigo visa-se demarcar os intercursos da ética do discurso de Habermas e da psicologia genética de Lawrence Kohlberg. Se, por um lado, para o filósofo alemão a sua proposta ética pode contribuir para suprir os déficits da psicologia genética em relação ao desenvolvimento moral, por outro lado, a ética do discurso se apoia nas pesquisas empíricas realizadas pelos teóricos da psicologia e, com isso, reforçam a tese da universalidade ética defendida por Habermas e Carl Otto-Apel. No entanto, há limites na demarcação da filosofia e da psicologia por se tratar de campos nos quais as metodologias não se identificam e por assumirem perspectivas epistemológicas distintas, descritiva para a psicologia do desenvolvimento e prescritiva para a ética do discurso. Ainda assim, a filosofia de Habermas pretende estabelecer uma relação com campos distintos de saberes, a partir dos quais garante a interdisciplinaridade e a abertura para o diálogo constante entre saberes diversos.