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J.-K. Huysmans leitor de Schopenhauer? Negação da vontade e metafísica do belo no romance En Route

André Pascoal da Silva

Autor
André Pascoal da Silva
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
17 / 1
Ano
2026
DOI
10.5902/2179378695054
Páginas
e95054-e95054
Idioma
pt
2026André Pascoal da Silva. J.-K. Huysmans leitor de Schopenhauer? Negação da vontade e metafísica do belo no romance En Route. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 17, n. 1, p. e95054-e95054, 2026.3

O romance En Route (1895), de Joris-Karl Huysmans narra o itinerário espiritual de Durtal, personagem frequentemente identificado como alter ego do autor, em direção à fé católica, como um processo ascético e reflexivo, marcado pela contemplação estética de manifestações artísticas medievais, pela reclusão monástica e pela progressiva adesão a uma ética de renúncia e penitência. Em determinado momento da narrativa, Huysmans, por meio da voz de Durtal, reconhece explicitamente a influência da filosofia de Arthur Schopenhauer, filósofo pelo qual declaradamente se interessara em sua juventude. Partindo dessa admissão, o presente ensaio investiga em que medida elementos centrais da filosofia schopenhaueriana, especialmente sua ética, a metafísica do belo e a doutrina da negação da vontade, estão presentes na obra do escritor francês.