Voltar para Teses
Teses

Jonh Stuart Mill e o Psicologismo: O System of Logic nas Origens da Filosofia Contemporanea

Lucio Lourenço Prado

Tese
Autor
Lucio Lourenço Prado
Orientador(a)
Mario Ariel González Porta
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2006
2006Lucio Lourenço Prado. Jonh Stuart Mill e o Psicologismo: O System of Logic nas Origens da Filosofia Contemporanea. 2006. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): Mario Ariel González Porta.2

Este trabalho apresenta a lógica e a semântica de John Stuart Mill relacionando-as, por um lado, à tradição psicológio-nominalista representada pela teoria das idéias de John Locke e, por outro, aos desdobramentos das discussões lógico-semânticas do século XIX, sobretudo a partir da filosofia de Frege. De acordo com nossa hipótese, ao contrário do que toda uma tradição interpretativa estabeleceu, Mill, como que por detrás de algumas posturas ultrapassadas, foi responsável por teses significativas, entre outras coisas, em favor dos esforços logicistas e antipsicologistas que marcaram boa parte das discussões posteriores acerca da natureza da lógica. A crítica que Mill realiza à tese segundo a qual o significados dos termos da linguagem são idéias (o que ele chama de conceitualismo), aliada à sua clareza em distinguir processos mentais envolvidos no ato do raciocínio, das razões objetivas envolvidas na correção das inferências, constituíram, de acordo com nossas conclusões, importantes fontes de influência positiva, não só para a filosofia de Frege, mas para toda uma tradição filosófica que veio a desembocar na filosofia analítica contemporânea. O trabalho é dividido em três capítulos. No primeiro, são apresentados alguns elementos importantes da lógica e da semântica millianas, tais como: definição de lógica enquanto ciência da prova, relação entre lógica e linguagem, teoria da conotação e proposições meramente verbais. O segundo, trata da crítica de Mill ao modelo semântico psicológico representado, entre outros, por Locke. O terceiro, busca responder se, a partir do ponto de vista do logicismo fregeano, Mill pode ser considerado um psicologista.