Jovem Marx: um esboço de uma filosofia da história e um republicanismo peculiar
Júlia Lemos Vieira
- Autor
- Júlia Lemos Vieira
- Revista
- Griot : Revista de Filosofia
- Edição
- 16 / 2
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.31977/grirfi.v16i2.762
- Páginas
- 334-351
- Idioma
- pt
O engajamento de Marx na filosofia tem desde o início a tentativa de um desenvolvimento mais objetivo do humanismo, na medida em que só adentra em tal disciplina em busca de uma racionalidade cujo desenvolvimento não é seccionado da transformação concreta do mundo. Tal é a sua impressão da filosofia sob a dialética hegeliana: apenas a razão filosófica se perceberia como forma não destacada da realidade, podendo realizar o humanismo que no Direito está dado como um puro idealismo. Nos Cadernos Preparatórios de sua tese de doutorado intitulada Diferença entre as filosofias de Demócrito e Epicuro (DFDE) Marx desenvolveu uma filosofia da história alternativa à de Hegel, indicando que a democracia não sofreu ocaso na Grécia por conta do desenvolvimento da razão filosófica, mas sim por conta da vitória de uma razão filosófica que sofrera viragem para a teologia.
