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Justiça social e linguagem: A importância do pensamento de Fichte para a teoria crítica a partir dos anos 50

Gabriela Nascimento

Autor
Gabriela Nascimento
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
71 / 1
Ano
2026
DOI
10.15448/1984-6746.2025.1.48552
Páginas
e48552
Idioma
pt
2026Gabriela Nascimento. Justiça social e linguagem: A importância do pensamento de Fichte para a teoria crítica a partir dos anos 50. Veritas (Porto Alegre), v. 71, n. 1, p. e48552, 2026.3

A discussão sobre a justiça social possui o tema da linguagem como tópico importante para pensar a intersubjetividade. Tal afirmação é observada pela teoria crítica a partir da reabertura do Instituto de Pesquisa Social na Frankfurt de 1950, quando desaparece a pretensão de união entre pesquisa empírica e reflexão filosófica característica das décadas anteriores e emerge o interesse pela intersubjetividade da ação social. Essa nova direção é protagonizada por Habermans e pode ser entendida também como uma espécie de sintoma do que se entende por virada linguística em filosofia. A virada linguística inicia em meados de 1920, através da filosofia de Wittgenstein e retoma, em muito, o pensamento idealista alemão. O presente texto aborda como o pensamento de Fichte, especialmente em Da Capacidade Linguística e da Origem da Linguagem (1793), indispensável para o futuro acontecer da virada linguística em filosofia, apresenta-se também como de grande importância para a teoria crítica.