- Autor
- Álvaro Valls
- Revista
- Polymatheia - Revista de Filosofia
- Edição
- 18 / 3
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.52521/poly.v18i3.16357
- Páginas
- e25044
- Idioma
- pt
O presente artigo apresenta uma versão resumida do livro entrementes publicado, pela Editora LiberArs, com 278 páginas, de título homólogo. Antes de sua publicação, o tema foi tratado esquematicamente em palestra para a Universidade do Estado do Ceará. – Kierkegaard, dinamarquês, não escreveu para os alemães, mas previu que seus textos seriam capturados por eles, que o fariam marchar com os pós-hegelianos famosos. Quero mostrar quando, onde e como ele foi penetrando no idioma e no território alemães, para daí se espalhar pelo mundo, e ilustrar uns filosofemas mais bem aproveitados por três pioneiros, Jaspers, Heidegger e Adorno. O ingresso na academia ocorreu em 1919, com um livro de Jaspers. – No início do século XX, o neokantismo dominava as academias, mas foi sendo suplantado por questões ligadas ao sentido da vida, à existência, à história, à facticidade. Jaspers exerceu papel transformador, e os indícios mostram ter sido o responsável pela introdução das obras traduzidas de Kierkegaard na filosofia acadêmica, com a PSICOLOGIA DAS VISÕES DE MUNDO, logo resenhada por Heidegger. Se após 1927 Heidegger busca demarcar-se de Kierkegaard, o caminho de Adorno é o inverso, iniciado com crítica, e terminado em cumplicidade nos elementos críticos.
