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La aportación de Hans Joas y la postsecularidad del presente. Apuntes sobre la creatividad de la acción con el genio de Mead en el trasfondo

Ignacio Sánchez de la Yncera

Autor
Ignacio Sánchez de la Yncera
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
19 / 1
Ano
2026
DOI
10.25244/1984-5561.2026.8183
Páginas
96-125
Idioma
pt
2026Ignacio Sánchez de la Yncera. La aportación de Hans Joas y la postsecularidad del presente. Apuntes sobre la creatividad de la acción con el genio de Mead en el trasfondo. Trilhas Filosóficas, v. 19, n. 1, p. 96-125, 2026.4

Enfatizando a questão central da correspondência recíproca entre o social e a pluralidade do pessoal, esta obra presta homenagem ao modo de compreender a realidade e ao movimento vivo de nossa atividade social nela que, com uma intuição ontológica de grande profundidade, G. H. Mead (1864–1931) ofereceu em sua concepção "ampliada" da natureza. O gesto reflexivo desse clássico, cuja fecundidade se estende por múltiplas disciplinas, convida-nos a uma exploração singular da realidade, que combina a atenção à sociabilidade, à reflexividade, à consciência, à comunicação e à experiência do tempo presente com uma extraordinária sensibilidade à interdependência, à interação e ao diálogo humano com ela. Com base nesses pressupostos, a intenção principal destas páginas é acolher a reorientação da teoria social que se alimenta da tradição do pragmatismo. A elaboração mais consistente nesse sentido é a de Hans Joas, cujo núcleo sociológico consiste em uma teoria da ação que reconhece a criatividade dos atores em situações contingentes, inspirada na insistência radical de Mead quanto ao vínculo íntimo que deve ser reconhecido entre individualização e socialização. Embora o texto destaque o valor dessa perspectiva para a teoria da sociabilidade humana e para o problema da coexistência democrática, ele só pode alcançar objetivos modestos, tanto no plano da sugestão quanto no da propedêutica. Assim, o artigo aponta as razões pelas quais o ressurgimento de uma observação sociológica profundamente inspirada pelo reencontro com Mead — como a teoria da criatividade da ação de Joas — nos permite abordar o mundo contemporâneo de modo compatível com as exigências da tarefa histórica. Além disso, o artigo encerra-se com um argumento de Javier Gomá, cuja investigação sobre o difícil esforço de "ser contemporâneo" revela estar em sintonia com a sociologia derivada de Mead e com a "incrível modernidade" de seu pragmatismo, nas palavras de Joas.