- Autor
- Demetrio Bedoya Arguelles
- Revista
- Prometeica - Revista de Filosofía y Ciencias
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.34024/prometeica.2026.33.21210
- Páginas
- e21210 (1-11)
- Idioma
- es
O artigo analisa a filosofia da educação de Antonio Millán Puelles, propondo-a como uma resposta crítica e construtiva à crise educacional contemporânea, caracterizada pelo relativismo epistemológico, pelo construtivismo pedagógico e pelo utilitarismo tecnocrático. O autor explica como Millán Puelles, a partir de uma abordagem realista com raízes aristotélico-tomistas, concebe a educação como um processo de introdução do ser humano na realidade objetiva, acessível à razão. Em contraste com as tendências atuais que reduzem a educação à mera instrução técnica ou à construção subjetiva do conhecimento, Millán Puelles reivindica o papel central da verdade, da racionalidade e da formação moral no trabalho educacional. Nessa perspectiva, o professor é uma figura ética e racional, um guia para a verdade, e a comunidade educacional se configura como uma esfera para a transmissão de valores, além da mera instrução. O texto ressalta a função formativa e transcendental da educação, entendida como um processo integral da pessoa em todas as suas dimensões: cognitiva, ética, moral e social. Também destaca as críticas de Millán Puelles às abordagens pedagógicas contemporâneas que, ao rejeitarem a objetividade da verdade e da bondade, fragmentam o conhecimento e enfraquecem a função humanizadora da educação. A proposta de Millán Puelles é, portanto, apresentada como uma alternativa coerente e robusta que busca devolver à educação seu significado original: formar pessoas racionais e morais, abertas à verdade, capazes de viver eticamente e de contribuir para o bem comum em um contexto cultural que tende a esvaziar a educação de sua profundidade filosófica.
