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Leo Strauss e o  pretenso “Materialismo Ateu”

André Menezes Rocha

Autor
André Menezes Rocha
Revista
Cadernos Espinosanos
Edição
30
Ano
2014
DOI
10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2014.83783
Páginas
203-213
Idioma
pt
2014André Menezes Rocha. Leo Strauss e o  pretenso “Materialismo Ateu”. Cadernos Espinosanos, n. 30, p. 203-213, 2014.2

Analisaremos uma leitura antimarxista da obra de Espinosa. Com uma escrita sedutora, Strauss pretende mostrar que a subversão de Espinosa consistia em propagar, sob a forma do ensinamento oculto, o “materialismo ateu”. Ora, esta imagem, como se sabe, nos tempos da guerra-fria era forjada pela propaganda anticomunista. O método de Leo Strauss é guiado pelo conceito do político de Carl Schmitt que foi elaborado em polêmica mortal contra o liberalismo político e o socialismo para dar fundamentos “ontológicos” à teoria das elites. Sob a aparência de desvendar o ensinamento subversivo oculto da filosofia de Espinosa, Leo Strauss sobrepõe-lhe um sentido que lhe é estranho, impõe-lhe uma marca que não é sua e inaugura, quiçá de maneira oculta, uma nova matriz para leituras antimarxistas da obra. Neste artigo analisamos o método e alguns resultados da leitura que Leo Strauss propõe para o Tratado Teológico-Político de Espinosa.