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LER, ESCREVER E DENUNCIAR NO SÉCULO XVIII : NOTAS SOBRE PRÁTICAS ILUSTRADAS E OS SENTIDOS DA ESCRITA NA AMÉRICA PORTUGUESA

Alan Ricardo Duarte Pereira, Cristina de Cássia Pereira Moraes

Autor
Alan Ricardo Duarte Pereira, Cristina de Cássia Pereira Moraes
Revista
Sapere Aude
Edição
2
Ano
2025
DOI
10.5752/P.2177-6342.2025v2n2p323-342
Páginas
323-342
Idioma
pt
2025Alan Ricardo Duarte Pereira, Cristina de Cássia Pereira Moraes. LER, ESCREVER E DENUNCIAR NO SÉCULO XVIII : NOTAS SOBRE PRÁTICAS ILUSTRADAS E OS SENTIDOS DA ESCRITA NA AMÉRICA PORTUGUESA. Sapere Aude, v. 2, p. 323-342, 2025.2

A escrita na América portuguesa foi fundamental para que, tanto nas regiões ultramarinas como em Portugal, o rei soubesse dos acontecimentos, escutasse as reclamações, denúncias, notícias do ouro arrecadado, dos indígenas e territórios conquistados. O encurtamento das distâncias acontecia, sobretudo, pelo uso do papel, da tinta e da pena. Em face disso, o presente trabalho busca analisar as práticas de escrita na América portuguesa no século XVIII. Como recorte e delimitação temporal e espacial, a Capitania de Goiás foi escolhida como ponto de partida para compreender os sentidos da escrita numa região marcada pela extração do ouro. Mais especificamente, o estudo se debruça nas denúncias e nos conflitos entre o governador D. João Manuel de Menezes e os funcionários da Fazenda Real. A metodologia utilizada se baseia na micro-história recorrendo, por conseguinte, à redução de escala, trajetória de indivíduos, estudo do contexto social e histórico. Como resultado, se observou que a escrita foi central no espaço ultramarino, constituindo-se, portanto, como ferramenta para denunciar e requerer direitos diante do monarca português.