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Liberdade como não-governo em Maquiavel: notas sobre a interpretação de Miguel Vatter

Ricardo Polidoro Mendes

Autor
Ricardo Polidoro Mendes
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
40 / 1
Ano
2022
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v40i1p86-97
Páginas
86-97
Idioma
pt-BR
2022Ricardo Polidoro Mendes. Liberdade como não-governo em Maquiavel: notas sobre a interpretação de Miguel Vatter. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 40, n. 1, p. 86-97, 2022.2

Interpretações recentes da obra de Maquiavel têm inscrito o pensamento do autor florentino em uma tradição política republicana. Entretanto, essa convergência de leituras não é ponto pacífico que encerra a discussão, haja vista que diversos comentadores debatem em que medida Maquiavel se insere nessa tradição. Este é o caso de Miguel Vatter, o qual retoma a obra do florentino em chave crítica para questionar alguns dos fundamentos de certa tradição republicana, como o vínculo entre liberdade e lei. Com efeito, para o comentador, o autor florentino abre uma nova perspectiva de republicanismo ao desfazer esse vínculo e associar a liberdade ao desejo do povo como não-governo. Assim, pretendemos retomar a interpretação de Miguel Vatter acerca da liberdade como não-governo em Maquiavel e fazer algumas considerações a respeito de seu comentário, sobretudo no que toca ao estatuo da lei e do povo no discurso maquiaveliano.