Liberdade, soberania e pluralidade: a crítica de Hannah Arendt a Jean-Jacques Rousseau
Natália Braga Tavares
- Autor
- Natália Braga Tavares
- Revista
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Edição
- 31 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.5216/phi.v31i1.85891
- Idioma
- pt
A condição humana da pluralidade emerge, para Hannah Arendt, como a base e como a própria condição de toda a vida política. Para a autora, um pensamento sobre a política – e sobre o político – que ignorasse ou buscasse superar esta pluralidade, visando escapar aos riscos e implicações que ela nos impõe, apenas poderia ver-se enredado em equívocos. Nossa hipótese, neste artigo, é a de que precisamente esta pluralidade se apresentaria como o eixo em torno do qual se estruturariam e se ancorariam as críticas dirigidas pela autora a Jean-Jacques Rousseau e ao conceito de liberdade do genebrino. Trata-se, desse modo, de examinar a análise arendtiana da filosofia política do autor, buscando demonstrar como, para Arendt, a tentativa de superar a pluralidade pela via da soberania teria levado Rousseau a uma negação da própria liberdade.
