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Local supervenience, naïve realism and perceptions: Navigating Naïve Realism to Defuse Sollberger's Causal Argument.

Ícaro Miguel Ibiapina Machado

Autor
Ícaro Miguel Ibiapina Machado
Revista
PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
Edição
15 / 36
Ano
2025
DOI
10.26694/pensando.vol15i36.5073
Páginas
156-175
Idioma
en
2025Ícaro Miguel Ibiapina Machado. Local supervenience, naïve realism and perceptions: Navigating Naïve Realism to Defuse Sollberger's Causal Argument.. PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA, v. 15, n. 36, p. 156-175, 2025.2

Este artigo teve como objetivo fornecer uma discussão abrangente e uma análise crítica do trabalho de Sollberger, concentrando-se especificamente na premissa da “Superveniência Local“ e explorando maneiras plausíveis pelas quais os realistas ingênuos poderiam contestar suas conclusões. Para alcançar esse objetivo, identifico e abordo criticamente três justificativas diferentes que Sollberger apresenta para esse princípio. Em primeiro lugar, critiquei o que chamei de “argumento do cirurgião”, que apresenta razões para acreditar que alucinações são exclusivamente causadas por processos    cerebrais. Argumento que esse argumento falha em reconhecer que a “suficiência” atribuída às alucinações diz respeito a alucinações concebidas em uma tipificação “neutra”, não em sua tipificação específica “mental“. Além disso, destaco que a possibilidade alucinações e percepções correspondentes mina a suposta suficiência neurológica atribuída pelo argumento. Em segundo lugar, examino a intuição de Sollberger de que causas intrinsecamente idênticas deveriam resultar em efeitos intrinsecamente idênticos. Desafio essa noção enfatizando os papéis de fatores relacionais e ambientais, afirmando que as alucinações podem ser razoavelmente argumentadas como tendo conteúdos externamente individuados. Por fim, analiso criticamente o raciocínio de Sollberger para a tese de superveniência local, que deriva da ideia de que, em geral, as experiências mentais são exclusivamente causadas neurologicamente. Essa ideia é supostamente baseada na pressuposição metodológica da Ciência Perceptual e em descobertas empíricas sobre a relação entre mente e cérebro. Para contestar isso, forneço contraexemplos das Ciências Perceptuais que se concentram nas amplas interações do organismo com seu ambiente. Além disso, demonstro que observações empíricas possíveis sobre a relação entre cérebro e mente não são capazes de sustentar a ideia de exclusividade causal. Elas são igualmente compatíveis com hipóteses alternativas que permitem que Disjuntivistas expliquem causalmente as experiências.