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Maimônides: : os anjos como inteligências separadas no Guia dos Perplexos

Cecilia Cavaleiro de Macedo

Autor
Cecilia Cavaleiro de Macedo
Revista
Trilhas Filosóficas
Ano
2026
Idioma
pt
2026Cecilia Cavaleiro de Macedo. Maimônides: : os anjos como inteligências separadas no Guia dos Perplexos. Trilhas Filosóficas, 2026.3

Os anjos desempenham frequentemente diferentes papéis nos textos religiosos judaicos, não somente os canônicos como talvez principalmente nos textos apócrifos. Ora como mensageiros, ora como conselheiros, ora como ajudantes ou ainda como criaturas temíveis como os querubins que guardam a porta do Paraíso, sua presença é indispensável para que a vontade de Deus seja realizada. Tradicionalmente entendidos enquanto possuidores de algum tipo de matéria espiritual ou etérea, o encontro do judaísmo com a filosofia aristotélica no Medievo questionou essa compreensão do tema. Maimônides despoja os anjos de matéria equiparando-os com as Inteligências separadas propostas por Aristóteles. Mas além disso propõe que o mesmo termo pode ser utilizado com outros significados em determinadas passagens escriturísticas. Neste artigo pretendemos analisar o tratamento conferido pelo filósofo à questão dos anjos.