Mariana Coelho e a pena-bisturi em O Paraná Mental (1908)
Névio de Campos, Débora do Rocio Pacheco da Silva
- Autor
- Névio de Campos, Débora do Rocio Pacheco da Silva
- Revista
- Antíteses
- Edição
- 18 / 35
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.5433/1984-3356.2025v18n35p482-509
- Páginas
- 482-509
- Idioma
- pt
Este texto objetiva realizar um exercício interpretativo de uma classificação de intelectuais paranaenses estabelecida pela escritora Mariana Coelho, em sua obra O Paraná Mental (1908). Ampara-se nesta classificação feita pela autora, notadamente na composição de uma lista de “poetas, prosadores e jornalistas” (mundo da literatura), “comediógrafos e dramaturgos” (universo do teatro) e “musicistas e pintores” (espaço das belas artes), assim como na história intelectual. Sustenta-se que a inclusão e a exclusão de indivíduos do panteão de escritores e de artistas paranaenses é uma operação social, isto é, constitutiva do “mundo prático” compartilhado por personagens que ocupavam os principais espaços culturais do final do século XIX e do início do século XX – que revela as tensões e os interesses em torno dos nomes mencionados e a busca de notoriedade e distinção –, assim como de critérios mais ou menos “objetivos” utilizados por Mariana Coelho para classificar e adjetivar o que ela denominou de “ilustres” (“artista-aspirante” e “artista completo”) responsáveis pelo “desenvolvimento da arte paranaense” e estabelecer uma crítica social e uma crítica estética.
