Marie de Gournay e Montaigne: a possibilidade da “santa amizade” entre os sexos
Natanailtom de Santana Morador
- Autor
- Natanailtom de Santana Morador
- Revista
- Cadernos de Ética e Filosofia Política
- Edição
- 45 / 2
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.11606/issn.1517-0128.v45i2p102-116
- Páginas
- 102-116
- Idioma
- pt-BR
O presente artigo busca, de início, apresentar as principais ideias que estão presentes na concepção de amizade no ensaio “Da amizade”, de Montaigne. Trata-se antes de um sobrevoo para explicitar os principais elementos que constituem a reflexão de Montaigne, do que propriamente uma exegese deste capítulo. Assim, apresentamos o pano de fundo das reflexões de Montaigne, pois esse parece ser o mesmo de onde parte Gournay. Num segundo momento, concentramo-nos no texto de Marie de Gournay, “Que par necessité les grands esprits et les gens de bien cherchent leurs semblables”, de modo a apresentar como este pequeno tratado sobre a amizade estabelece um debate direto com o ensaio de Montaigne e, consequentemente, com a tradição filosófica. Intentamos, com esse duplo movimento, mostrar como Montaigne e Gournay dão respostas distintas para a tradição filosófica em relação à temática da amizade.
