- Autor
- Clêmie Ferreira Blaud
- Revista
- Cadernos de Ética e Filosofia Política
- Edição
- 39 / 2
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.11606/issn.1517-0128.v39i2p203-213
- Páginas
- 203-213
- Idioma
- pt-BR
A prática de evocar o nome de mulheres, personagens míticas ou reais, nos discursos filosóficos que tratam da emancipação feminina serve a dois propósitos principais: i. resgatar a memória das mulheres, com o propósito de reconstruir a história da filosofia, refutando os argumentos desfavoráveis às mulheres; ii. exemplificar os conceitos discutidos no texto com a ação ou pensamento de outras mulheres, muitas delas esquecidas na história da filosofia. O estudo das semelhanças e diferenças no modo como os nomes de mulheres são mobilizados produz novas reflexões sobre a memória e a história da filosofia. Este artigo investiga essas questões em dois textos, sendo um do século XVII, Égalité des hommes et des femmes, escrito por Marie de Gournay; e o outro do século XX, o capítulo intitulado "História" da obra O segundo sexo de Simone de Beauvoir.
