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Martin Heidegger e Aristóteles: A interpretação da σοφία na Metafísica I, capítulos 1-2

Bento Silva Santos

Autor
Bento Silva Santos
Revista
Sofia
Edição
13 / 2
Ano
2024
DOI
10.47456/sofia.v13i2.47262
Páginas
e13247262-e13247262
Idioma
pt-BR
2024Bento Silva Santos. Martin Heidegger e Aristóteles: A interpretação da σοφία na Metafísica I, capítulos 1-2. Sofia, v. 13, n. 2, p. e13247262-e13247262, 2024.2

O objetivo do artigo consiste expor as intenções de Heidegger a partir da interpretação dos capítulos 1 e 2 do Livro I da Metafísica de Aristóteles em seus elementos mais importantes. Tais intenções são explicitadas no chamado Natorp-Bericht de 1922. Destacarei de modo particular a interpretação fenomenológica da σοφία aristotélica. Desse modo, Heidegger julga fundamentais não somente o sentido de que as virtudes dianoéticas (σοφία e φρόνησις) provenham da iluminação do trato da vida fática com o mundo do entorno (Umwelt), mas também o fato de que a σοφία, enquanto tendência para o contemplar puro, seja uma forma derivada, arraigada na facticidade do Dasein e, portanto, com base em uma propriedade ontológica originária.