- Autor
- Douglas Sobrinho de Andrade
- Revista
- Revista Filoteológica - ISSN: 2763-7549
- Edição
- 4 / 2
- Ano
- 2024
- Páginas
- 23-38
- Idioma
- pt
A partir de dois movimentos fundamentais, quais sejam, a interpelação da experiência histórica do cristianismo da libertação e a pressuposição da teoria do fetichismo conforme entendida por autores da Teologia da Libertação, pretendemos tensionar a leitura corrente da crítica da religião marxiana de 1844, ou seja, a leitura que reduz esta crítica a crítica feuerbachiana e a famosa sentença: a religião é o ópio do povo. Com isso, buscamos mostrar que no famoso texto citado há elementos que possibilitam uma leitura deste texto que concebe a religião desempenhando uma função utópica, na medida em que Marx pensa o fenômeno religioso não só como expressão da miséria real, mas também como protesto contra esta miséria, ou seja, como uma hipótese estratégica reguladora.
