Marx e a inteligência artificial: Notas sobre o trabalho na Quarta Revolução Industrial
Cristian Arão
- Autor
- Cristian Arão
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 13 / 2
- Ano
- 2025
- Idioma
- pt
A expansão da inteligência artificial e da automação na Quarta Revolução Industrial redefine o mercado de trabalho, intensificando a precarização e a desigualdade. Inspirado na crítica marxista, o artigo analisa como novas formas de trabalho baseadas em plataformas digitais, metodologias ágeis e gamificação reproduzem mecanismos de controle, alienando trabalhadores e fragmentando direitos. Apesar do discurso otimista de Klaus Schwab (criador do termo Quarta Revolução Industrial), que enxerga na tecnologia uma força emancipatória, a realidade evidencia desemprego estrutural, polarização de renda e condições laborais degradantes. O texto expõe ainda um paradoxo: ao substituir humanos por máquinas, o capitalismo mina seu próprio mercado consumidor, gerando uma crise sistêmica. Conclui-se que, sem transformações radicais no modo de produção, a tecnologia seguirá servindo à concentração de poder, distante de um projeto coletivo de emancipação.
