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Medicina e Filosofia na Grécia Clássica e o Conceito de Melancolia: um estudo da relação corpo-alma sob o ponto de vista do binômio saúde-doença

Ivan Miranda Frias

Tese
Autor
Ivan Miranda Frias
Orientador(a)
Maura Iglésias
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2002
2002Ivan Miranda Frias. Medicina e Filosofia na Grécia Clássica e o Conceito de Melancolia: um estudo da relação corpo-alma sob o ponto de vista do binômio saúde-doença. 2002. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): Maura Iglésias.2

Este trabalho mostra como os gregos do período clássico concebiam a ligação entre o corpo e a alma, tanto no estado de saúde quanto no de doença; desde os filósofos-médicos Alcméon de Crotona e Empédocles de Agrigento, passando pelos médicos hipocráticos, até chegar a Platão que inaugura, na história da cultura ocidental, o conceito de doença da alma. Platão traça em linhas gerais os mecanismos de produção da doença da alma; ele aponta uma questão que escapava aos médicos hipocráticos; sua contribuição é de grande valia para a discussão do binômio saúde-doença; doravante, o estado de saúde não será visto unicamente como restrito ao corpo, mas implicando uma outra instância da existência humana. Hipócrates, Platão e Aristóteles, que faz o primeiro estudo sobre a melancolia, reconhecem a dependência de fatores de ordem somática na eclosão dos estados da alma considerados patológicos. A melancolia, uma afecção que atinge o conjunto corpo-alma, é um estado da alma originário de uma certa disposição do corpo.