- Autor
- Judikael Castelo Branco, Lara França da Rocha
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 8 / 19
- Ano
- 2016
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2016.v8.n19.04.p39
- Páginas
- 39-53
- Idioma
- pt
Hannah Arednt propõe duas diferentes maneiras de abordar o tema do medo. De um lado, como fonte de um novo tipo de solidariedade que a modernidade possibilitou pelo medo mundial de uma guerra nuclear e, de outro, como princípio de inação. No segundo caso, a autora o compreende a partir da sua relação essencial com o terror na ideologia dos sistemas totalitários. Este artigo desenvolve justamente a relação entre medo, terror e inação na obra arendtiana. Para tanto, parte-se da análise da ação como eixo da teoria política, em um segundo momento se aproxima do significado do terror e do medo, para, finalmente compreendê-los à base da afirmação do caráter essencialmente antipolítico do Totalitarismo e da consequente exigência de uma análise original e específica do fenômeno.
